Publicado na 22 de setembro de 2015

Por Juan Maria Segura

Como será – ou deveria ser – a educação no século XXI? A especialização se une à interdisciplinaridade; a alfabetização digital se torna fundamental; projetos e aprendizagem cooperativos se somam à autonomia e ao caráter autodidata e criativo. Abaixo, conheça melhor cada uma dessas competências, necessárias para os docentes educarem as crianças de hoje e as prepararem para o futuro.

Alfabetização digital

Muito além da competência digital refletida no uso, a alfabetização digital é uma aptidão completa, na qual se refletem competências comunicativas e sociais, pensamento crítico, seleção e filtro de informações, capacidade para debater, assertividade e conhecimento (e respeito) dos direitos relacionados com o mundo digital: segurança, privacidade, proteção de dados, copyright e copyleft ou boas práticas.

Projetos
O aprendizado por projetos é, em si mesmo, chave fundamental para preparar o futuro acadêmico e/ou profissional dos alunos. Em um projeto, são trabalhadas múltiplas competências transversais, cognitivas e sociais.

Cidadania
A cidadania responsável abarca todos os âmbitos da vida, digital e analógica, claro. Engloba também a participação em foros de decisões, a capacidade de informação, de avaliação e de juízo próprio, a construção da opinião individual, enfim, a maturidade. O colégio e as instituições não podem ser espaços fechados para o mundo.

Autonomia
Ainda que a tendência colaborativa esteja em alta, dado que os novos postos de trabalho e ocupações profissionais emergentes a demandam, com razão, é importante frisar também um espírito de autonomia e não dependência do trabalho dos demais, de iniciativa própria e autoconfiança. A autonomia é um grande pilar para a autoestima dos jovens.

Colaboração
Os projetos podem ser realizados individualmente ou em grupo. No caso de trabalhos colaborativos em aula, aproveitamos a ocasião não só para aprender, mas para dotar nossos alunos de competências muito importantes. Precisa-se encontrar o ponto justo, de acordo com as características de cada aula, entre trabalho em grupo ou individual.

Interdisciplinar
Hoje em dia, a especialização é muito importante, mas uma boa base geral e interdisciplinar, um “mix” de talentos (sim, em uma turma de primário há talento), é um bom começo para formar uma pessoa que será, no futuro, grande especialista em algo. Dessa forma, protege-se ainda mais frente à incerteza de um sistema produtivo em constante mudança.

Criatividade
A criatividade não é, apenas, música e pintura. É particularmente importante, sobretudo para os alunos que não gostam tanto de arte (cada um tem um gosto), a resolução criativa de problemas e pensamentos divergentes, assim como habilidades de inovação mais “técnicas” que pode começar a se desenvolver pouco a pouco desde o primário.

Inovação
A capacidade de inovar está ligada à criatividade. É impossível que uma futura engenheira tenha ideias inovadoras se sua criatividade não foi trabalhada desde a infância. Um professor de educação infantil também precisa de ampla competência para inovar. Na Educação Secundária, podemos encontrar diversos momentos para fomentar essa habilidade inovadora em nossos alunos.

Autodidatas
Unida à formação contínua está a paixão pelo aprendizado e a capacidade para aprender de forma autônoma e não dirigida, apenas por gosto. Manter-se sempre em atualização e sem se acomodar é vital.

Personalização
O conteúdo do curso deve ser personalizado, dentro das possibilidades que a sala de aula, o curso e a escola ofereçam. É uma tarefa quase impossível hoje, mas sempre podemos deixar que os alunos se encarreguem disso em alguns casos.