Publicado na 30 de junho de 2015

Educação é um direito básico de crianças, adolescentes e adultos, e há muito a ser feito no país. Os investimentos na área retornam multiplicados em melhor renda, saúde e produtividade. Deve-se pensar ao mesmo tempo em como manter o ensino atraente e estimulante na Era da Informação.

É possível unir diferentes públicos de estudantes com o uso da internet – as aulas a distância já são uma realidade e devem ocupar cada vez mais espaço, principalmente em locais onde o deslocamento é custoso ou complexo, como em grandes cidades, ou pequenos centros que não dispõem de instituições de ensino próximas. Com tablets e smartphones, alunos podem carregar diversos livros em apenas um aparelho e ter acesso a conteúdo multimídia tanto nas escolas quanto em casa. Esse aspecto torna a aula mais atraente e flexibiliza os horários de estudos. Bancos de dados eficientes podem auxiliar diretores a integrar o trabalho de suas equipes, identificando as deficiências de cada turma ou aluno. Hoje, a tecnologia pode preencher lacunas esquecidas por décadas de deficiência na gestão educacional.

Um processo educativo que dispõe de todas as vantagens que a tecnologia atual oferece forma estudantes “conectados”. Mas com isso não quero dizer que eles estarão compartilhando fotos e atividades cotidianas com seus amigos nas redes sociais. A conectividade dá-se no momento em que esse aluno ou aluna tem no clique do mouse ou na tela do tablet o acesso à informação de todo o mundo, podendo confrontar versões e aprendendo a importância de tirar suas próprias conclusões. Quanto mais elementos nas mãos, melhor podemos encontrar as discrepâncias e pontos comuns.

As maneiras de aprimorar o processo educacional são várias. Apesar de projetarmos sempre o desejo de um futuro muito melhor, as ferramentas para esse tempo próximo já existem. É preciso levá-las aos nossos professores e alunos.

Ricardo Cernic é vice-presidente de Digital Learning Solutions da América Latina e Diretor Geral da Cengage Learning Brasil