Publicado na 16 de junho de 2016

A superintendente acadêmica da Casa Thomas Jefferson, Isabela Villas Boas, acredita que o ensino do idioma deve passar por transformações para atender o estudante contemporâneo

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As instituições de ensino de inglês devem ser flexíveis às mudanças e apostar no oferecimento de cursos online. É o que acredita a superintendente acadêmica da Casa Thomas Jefferson, Isabela Villas Boas, convidada pela National Geographic Learning para palestrar em um evento sobre o mercado de ensino de inglês no Brasil (English as a Foreigner Language – EFL), realizado pela Britcham Brasil. Com a crise, a especialista observa um pequeno aumento de cancelamentos de matrícula por motivos financeiros e, ao mesmo tempo, pessoas investindo em uma segunda língua para conseguir mais destaque no trabalho.

Isabela aponta os cursos online e híbridos como duas grandes tendências da área. “É necessário pensar em cursos mais flexíveis e adequados à realidade atual dos alunos e das escolas. Bons professores significam um alto investimento, mas isso pode ter um impacto menor se as instituições de ensino otimizarem a hora dos profissionais, algo viável no ambiente digital. Esses modelos são menos onerosos e, ao mesmo tempo, atendem a necessidade do estudante”, pondera.

A especialista ainda ressalta a excelência dos materiais didáticos atuais, como os fornecidos pela National Geographic Learning, cada vez mais robustos. “Temos disponíveis, além do livro, plataformas online com exercícios, vídeos, entre outros recursos. São materiais sofisticados que, em um futuro próximo, devem incluir realidade aumentada. Precisamos usar essas ferramentas para oferecer soluções de ensino cada vez mais adequadas ao tempo em que vivemos e à disponibilidade das pessoas”, diz.

Outro aspecto a ser observado é a peculiaridade do mercado no Brasil. Segundo Isabela, a proliferação de escolas de inglês aqui é alta. Em outros países, as pessoas aprendem o idioma na escola, ainda na fase da educação básica. Como o País está longe dessa realidade, há um espaço muito grande para atender à crescente demanda pela aprendizagem do inglês. No entanto, as instituições enfrentam a concorrência de escolas bilíngues, programas de Ensino Médio no exterior, entre outros. Para Isabela, esse cenário pode ser encarado como uma ameaça ou uma oportunidade: “quando a concorrência é acirrada, é o momento de incentivar a inovação e o empreendedorismo dentro das instituições”.