Publicado na 24 de novembro de 2015

Por Ricardo Cernic


Os alunos vivem fora e dentro de sala de aula dois mundos diferentes. De um lado, a tecnologia intrínseca ao dia a dia; do outro, baixa interatividade e quase o mesmo modelo de ensino do século XIX. Entre 38% e 40% das crianças com menos de dois anos de idade já interagem com tecnologia e, em pouco tempo, estarão nas salas de aula. Estamos preparados para recebê-las?

Atualmente, vivenciamos um ponto de inflexão e transição. Ao passo em que o modelo educacional não se adaptou, o século XXI trouxe mudanças profundas e significativas para a forma como lidamos com a informação. Por ano, são postadas 2,7 zetalhões de informações na Web. Mais de um quarto da população mundial usa smartphones e estima-se que nos próximos três anos este número suba para um terço da população. Isso aponta para a árdua tarefa de formar pessoas em um mundo em constante mudança, no qual não se sabe quais serão as profissões do futuro. O jovem, hoje, é hiperconectado, extremamente dependente de tecnologia e inseguro quanto às suas atividades daqui a cinco ou dez anos.

Levando em conta este cenário, o que uma escola deve considerar ao desenvolver conteúdos digitais? Esta decisão precisa estar alinhada à administração da instituição e deve ter um objetivo concreto, ou seja, estabelecer metas como dobrar o número de alunos, reduzir a taxa de evasão em 50% ou mesmo focar em ensino de inglês para profissionais. Além disso, é necessário avaliar a maturidade da organização, do público alvo, qual é a infraestrutura disponível e a capacidade de investimento.

Ainda é um desafio integrar a tecnologia às salas de aula, mas, quando bem empregada, pode ajudar a aumentar o tempo de atenção dos estudantes e o aproveitamento das informações. A boa notícia é que já existem cases bem-sucedidos no Brasil de escolas e soluções, como materiais didáticos disponíveis online, ou a utilização de impressoras 3D e realidade aumentada. Já adianto: não há uma única fórmula que se encaixe com perfeição em todos os negócios. No entanto, já existem várias soluções digitais, prontas para se adequar a cada escola. Como qualquer outra mudança, esta pode também não ser fácil, mas precisa ser iniciada. O quanto antes.

*Ricardo Cernic é vice-presidente de Digital Learning Solutions da América Latina e Diretor Geral da Cengage Learning Brasil.

Currículo de Ricardo CernicFormado em Física pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e extensão universitária em Gestão da Inovação na FGV-EASP. Atualmente, é VP da área de Digital Solutions da Cengage Learning, empresa líder em conteúdos, tecnologias e serviços educacionais para os ensinos nos níveis básico, fundamental, médio e também superior, além de atender mercados profissionais e bibliotecários em todo o mundo. Possui sólida experiência em Operações, com mais de 30 anos de atuação em multinacionais nos segmentos Químico, Gráfico e de Telecomunicações, nas áreas de Operações, Produção, P&D, Qualidade, EH&S e TI e Gestão do Conhecimento.

Sobre a  Cengage Learning

A Cengage Learning é uma empresa líder em conteúdos, tecnologias e serviços educacionais para os ensinos nos níveis básico, fundamental e médio (K-12) e também superior, além de atender mercados profissionais e bibliotecários em todo o mundo. A empresa oferece conteúdos, serviços personalizados e soluções digitais orientados aos cursos que aceleram o envolvimento dos alunos e transformam a experiência de aprendizagem. Com sede em Boston (MA), a Cengage Learning opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Para mais informações, acesse www.cengage.com.br ou visite nossos perfis nas mídias sociais: Facebook, Twitter @CengageBrasil ou @cengagelatina.