Publicado na 18 de setembro de 2015

João Mattar, autor de livros publicados pela Cengage Learning, explica que gamificação não implica, necessariamente, no uso de games na sala de aula.

É difícil não pensar em gamificação quando se fala em educação personalizada e estimulante. Também conhecido como ludificação, o termo designa o uso do pensamento lúdico e dos mecanismos próprios do jogo com o objetivo de implicar aos participantes as resoluções dos problemas em ambientes alheios do jogo. No entanto, seu conceito nem sempre é aplicado corretamente na sala de aula.

“Gamificação não é sinônimo de usar games. É possível gamificar uma aula sem usar game nenhum, nem mesmo tecnologias, assim como utilizar um game chato em uma aula que, portanto, não terá sido gamificada”, explica João Mattar, autor dos livros Tutorial e Interação em Educação a Distância e Guia de Educação a Distância, publicados pela Cengage Learning.

Inclusive, segundo o especialista em Educação a Distância (EaD), uma boa forma de lançar mão da gamificação no ensino é não usar jogos. Para ele, algumas das vantagens do uso correto da prática em educação são o maior envolvimento dos alunos nas atividades e o aprendizado mais lúdico. “É mais interessante focar na interação e na colaboração, por exemplo, características importantes dos games. Vale destacar que os prêmios são o aspecto menos importante da gamificação. Não adianta manter tudo como está e só dar troféus para os alunos no final”, diz Mattar.

Em EaD, a gamificação pode ser uma ferramenta estratégica de ensino. “Jogos são realizados em geral em grupo e a distância. Então, existe um potencial muito grande para sua utilização na educação a distância, em que os alunos estão distantes uns dos outros e do professor, mas querem interagir”, finaliza o especialista.