Publicado na 24 de junho de 2015

Encontrar o equilíbrio entre a exigência necessária no ensino e a busca da motivação do aluno pode tomar toda a vida profissional de um docente. A maioria dos professores têm experimentado uma educação baseada em umas provas exigentes onde se tem priorizado a assimilação de conteúdos por parte dos alunos sobre outro tipo de competências e habilidades.

Aprendemos desde crianças a importância das notas sobre todas as coisas. Aprendemos através de jogos, dos interesses pessoais e não tem sido uma constante na experiência de aprendizagem de muitos docentes atuais. Onde, como profissionais do ensino, nos obriga ao uso indiscriminado de provas, deveres ou qualificações de índole quantitativo.

Graças à aprendizagem, à experiência nas aulas e à formação pedagógica através de redes informais somos capazes de evoluir a um modelo onde a motivação do aluno esteja no centro de um ensino destinado a provocar aprendizagens autênticos. É possível continuar com a exigência atendendo à diversidade da aula e deixando um modelo que tende a homogeneizar e medir a todo o alunado de maneira uniforme.

É preciso uma exigência dupla: respeito a nosso trabalho como docentes –auto mandato e congruência do que fazemos com o que pedimos- e com o aluno no sentido de aproveitamento dos tempos letivos –qualidade de trabalho na aula-. Uns tempos onde o uso de metodologias ativas e diferentes formas de avaliação não significam em nenhum caso um menor esforço do aluno.

O uso da tecnologia na aula não acarreta necessariamente o equilíbrio na ocupação do docente. Seguimos repetindo, consciente ou inconscientemente, um modelo super dirigido onde o docente leva o controle e a iniciativo de todo o processo educativo. A lousa digital ou o livro eletrônico, para colocar dois exemplos, perpetua este modelo de ensino tradicional. Mesmo assim, a tecnologia pode nos facilitar essa motivação necessária graças ao uso de aplicações, a conexão a Internet ou o uso de dispositivos que ativam o aluno na aula.

Cada docente tem um ciclo de vida profissional único. Ciclos com altos e baixos ou com muitas planícies. Um ciclo onde a aprendizagem é inevitavelmente perpetuidade e que nos permite ir afinando esse procurado equilíbrio. Seria imperdoável deixar de oscilar.