Publicado na 11 de Maio de 2015

Os contos de fadas fazem um melhor trabalho em ensinar às crianças os valores da honestidade e o trabalho que um sermão ou uma explicação teórica. As crianças aprendem com os exemplos. Os adultos não são diferentes. Sentem-se inspirados pelas histórias de luta, as dificuldades, a coragem e o triunfo de nossos heróis da vida real e se sentem motivados para imitá-los.

Você tem visto um treinador de futebol ensinar em uma sala de aula ou alguém que está aprendendo a dirigir, ler manuais e livros? Não. Algumas tarefas se aprendem melhor com a formação prática.

O eLearning baseado em cenários combina o atrativo mágico e a pertinência de histórias com o realismo da formação prática em um ambiente virtual. Os cenários virtuais permitem que os estudantes adquiram a experiência dentro de uma duração muito mais curta do que poderiam obter somente trabalhando em seus lugares de trabalho reais. Além disso, a aprendizagem baseada no cenário lhes permite aprender através de um processo de ensaio e erro que é tão eficaz como realizar o trabalho na vida real, mas sem ter que enfrentar-se as consequências ou assumir os custos de uma decisão equivocada.

A aprendizagem baseada em cenários (SBL) se adapta bem para ensinar aos estudantes a tomada de decisões. Os cenários são usados constantemente para ensinar habilidades sociais como a comunicação com os clientes para vender diversos produtos ou resolver queixas. Às vezes os estudantes precisam aprender, praticar, aperfeiçoar destrezas como a preparação e a reação de emergência, para que não os tomem por surpresa quando uma crise surja em realidade. SBL é a melhor estratégia de ensino para conseguir esta finalidade.

Neste post vamos apresentar um modelo simples e comprovado para guiar o planejamento de um cenário para seu curso eLearning.

Um cenário em um curso eLearning é essencialmente uma história. Tem uma trama, os personagens e um problema que os alunos resolvem. A trama reflete a realidade do lugar de trabalho dos alunos. O protagonista tem uma situação de vida parecida a dos alunos; ele compartilha seus objetivos e aspirações e está relacionado com os mesmos problemas aos que se enfrentam no lugar de trabalho. Ele se enfrenta a um antagonista que é em realidade o problema que o curso tem se dedicado a resolver.

Seu trabalho está pronto! Você tem que criar um cenário interativo e atrativo que se sinta “real” para seus alunos. Devem ser capazes de se relacionar com o protagonista e acreditar nele quando os guia e aconselha.

Passo 1: Identifique a sua audiência e analise suas necessidades

A identificação de seu público objetivo é o primeiro passo para a criação de qualquer curso eLearning. Você tem que saber, conectar e criar empatia com seus alunos, para que possa criar cenários eficazes, relevantes e atrativos. Faça as seguintes perguntas para você mesmo para aprender sobre sua audiência:

  • Quem são os alunos?
  • Estão começando sua carreira ou são executivos de nível médio que sabem uma coisa ou duas sobre a indústria? A resposta a esta pergunta lhe ajudará a determinar seus conhecimentos prévios.
  • O que seus alunos esperam do curso? Vão fazer seu curso para aprender uma nova habilidade ou querem refrescar a memória? Os que querem uma recapitulação apreciariam cenários que transcorram rapidamente em lugar daqueles largos e esgotadores onde se espera que tomem decisões.
  • Quais são suas metas e aspirações professionais? Por exemplo, é provável que um operador da plataforma petroleira aspire a ser o gerente de operações. Assim que este esperará que o curso técnico não só lhe ensine a operar sondas de perfuração mas também a concertar estas máquinas e auditar os registros operacionais como os metros perfurados.

Passo 2: Identifique as necessidades e resultados de aprendizagem

Os resultados de aprendizagem são os objetivos de seu curso. Estes são os objetivos (um ou mais) que seu curso se propõe conseguir. Obviamente, a escolha depende das necessidades dos alunos. Se você conhece bem seu público objetivo, se você pode determinar com precisão suas necessidades e formular os resultados em consequência, considere as seguintes perguntas ao identificar os resultados da aprendizagem:

  • O que você espera que seus alunos experimentem depois de completar o curso? Vão aprender uma nova habilidade ou vão voltar a seus lugares de trabalho com a memória fresca? Vão aprender a tomar decisões de maneira independente depois de tomar o curso ou vão ser capazes de interagir de maneira mais eficiente com os clientes, possivelmente inclusive aumentar as vendas? Você quer conseguir uma mudança na conduta ou na atitude com o curso? As respostas a estas perguntas lhe ajudarão a identificar as lições críticas que você desejará para transmitir o curso.
  • Quais necessidades de negócio o curso cumprirá? Você está contratado pelos clientes internos ou externos para desenhar e desenvolver um curso. Seu cliente tem alguns objetivos corporativos em mente, e espera que seu curso possa ajudar a conseguir estes objetivos. Provavelmente quer que os operadores das máquinas em sua empresa assumam as responsabilidades de um supervisor e quer colocar em marcha um curso que lhes ensinará a pensar criticamente. Há que conseguir que os executivos de negócios nos expliquem estas metas frequentemente não pronunciadas, para que seja mais fácil desenhar cenários que ofereçam um verdadeiro “impacto no negócio.”

Passo 3: Escolha uma situação para o cenário

É provável que existam diversas situações críticas no lugar de trabalho no qual se espera que seus alunos apliquem seus conhecimentos. Mas você não pode ou não deve fazer de cada situação um cenário. Tão pouco cada situação funciona para este tipo de instrução. Então, como deve escolher uma situação para convertê-la em um cenário?

  • Dar prioridade às situações críticas ou desafiantes: Escolha tarefas não rotineiras que não surjam no lugar de trabalho com frequência, pelo qual os estudantes não tenham a oportunidade de exercer seus conhecimentos.
  • Determinar como o aluno deveria estar implicado antes de criar um cenário. Em uma situação crítica da vida real no lugar de trabalho, o aluno não deve tomar algumas decisões de alto nível. Assim que é inútil criar pontos de decisão para estes dentro de seu cenário. De fato, pode ser que nem se quer queiram ter um cenário para este tema. Demasiada interação pode ser uma exageração!
  • Determinar se um cenário pode proporcionar o nível requerido de interação que uma situação exige. Um cenário é parecido a uma atividade prática; recria a realidade dentro de um ambiente virtual no qual os alunos possam aprender e aperfeiçoar suas habilidades. Estas sessões de prática devem obrigar aos alunos a pensar e atuar de uma maneira que o fariam se enfrentassem estas situações na vida real.
  • Determine se existe um conflito inerente à situação. O objetivo principal de um cenário é ensinar aos alunos como resolver um problema. Se tudo é fácil nos seus lugares de trabalho, por que os estudantes tomam seu curso?

Passo 4: Selecione a estrutura de cenário apto 

Há vários tipos de cenários. Cada tipo é adequado para o ensino de um tipo particular de habilidade. Você tem que decidir que tipo facilitará a transferência, mais eficaz e sem esforço, da aprendizagem do curso ao trabalho. Aqui estão os diferentes tipos:

  • Cenário baseado em habilidades: Neste cenário se espera que o aluno demonstre as habilidades e conhecimentos que já tem adquirido.
  • Cenário baseado em problemas: Este tipo de cenário é ideal para situações nas quais os alunos têm que integrar seus conhecimentos teóricos e práticos para investigar um problema. A tomada de decisões, o raciocínio lógico e a análise crítica são os componentes integrais destes cenários.
  • Cenário baseado em questões: Neste tipo de cenário, os estudantes chegam a tomar uma posição sobre os problemas, no geral com as perspectivas humanitárias, e explorá-los para entender como estes afetam a tomada de decisões no âmbito profissional.
  • Cenário especulativo: Neste cenário, os alunos têm que predizer o resultado de um evento no futuro sobre a base de seus conhecimentos e deduções.
  • Cenário de jogo: Como o nome já diz, estes cenários implicam o uso de jogos como ferramentas de aprendizagem.

Passo 5: Desenhe o cenário

Agora é o momento de soltar a sua criativa. O desenho de um cenário não é só sobre a elaboração de uma história atrativa; você tem que estar certo também de que seja instrutivo e eficaz. Isto é o que deve ter em conta:

  • Identifique um evento de ativação realista. O evento de ativação introduz a cena para que o cenário se desenvolva e um problema ou conflito passe a primeiro plano. Claro, o evento de ativação tem que refletir a realidade dos alunos. Alguns eventos de ativação prováveis são um incêndio dentro dos locais de escritórios ou um cliente que apresenta uma denúncia.
  • Crie um protagonista acreditável e relevante. O protagonista em seu cenário se supõe que deve inspirar aos estudantes a modificar seu comportamento. Assim que deve caminhar, falar, atuar e vestir-se de maneira que os alunos possam relacionar-se.
  • Converta a realimentação em ferramentas efetivas de instrução. Explique os erros aos alunos. Sugira alternativas para chegar a soluções.